
As formigas cortadeiras, conhecidas como saúvas, seguem um elaborado sistema de divisão de tarefas e coleta de alimento para sustentar uma colônia que pode chegar a milhões de indivíduos.
À noite, elas saem em busca de folhas que, ao contrário do que muitos imaginam, não servem de alimento direto, mas são levadas ao formigueiro para cultivar o fungo que sustenta todo o grupo.
Porém, uma pesquisa do Instituto de Biociências da USP, publicada no Jornal da USP, demonstrou que alterações no ciclo de luz e escuridão afetam profundamente a organização dessas formigas, gerando um efeito semelhante ao jet lag humano e prejudicando a eficiência da colônia.
O trabalho mostrou que a dessincronização do ritmo biológico faz com que as formigas gastem mais energia e desperdicem recursos, destacando o papel crucial da cronobiologia na compreensão do comportamento desses insetos sociais.
Segundo os pesquisadores, as formigas saúvas operam como um sistema altamente integrado, com normas sociais claras, divisão de funções e coordenação contínua.
A rainha funciona como órgão reprodutor – depositando ovos durante toda a vida – enquanto outros indivíduos assumem tarefas como cuidado com as larvas, limpeza, defesa e coleta de folhas. Esse nível de cooperação as coloca no grupo dos animais eussociais, com alto grau de organização coletiva.
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