Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Neuralink nega acusações de maus tratos a animais e diz que processo foi feito em má-fé

Neuralink nega acusações de maus tratos a animais e diz que processo foi feito em má-fé

Sim, animais morreram, mas em outro contexto: após dois dias em silêncio, a Neuralink negou acusações de maus tratos a animais, feitas em um processo federal movido contra a empresa de Elon Musk em relação aos testes de implantes de chips cerebrais em macacos.

O processo, reportado na última segunda-feira (14) pelo Olhar Digital, afirma que pesquisadores da Universidade da Califórnia-Davis — ex-parceira de estudos da Neuralink — haviam oferecido “zero atendimento veterinário” a animais que estavam à beira da morte. O documento citou eventos de “traumas faciais, convulsões” e até um onde “um macaco estava sem dedos nas mãos e nos pés”, atribuindo o caso a automutilação decorrente de traumas.

Animals at Neuralink are respected and honored by our team. Without proper context, information from medical records and study data can be misleading. In this blog post, we want to provide an accurate statement of Neuralink’s commitment to animal welfare. https://t.co/Lc9P3URorF

De acordo com comunicado publicado pela empresa em seu site oficial, a ação, movida pelo Comitê de Médicos pela Medicina Responsável (PCRM, na sigla em inglês), foi feita em má-fé. A Neuralink não nega a morte dos animais, mas nega maus tratos, atribuindo tudo isso a casos de eutanásia — quando o sacrifício se torna uma opção de tratamento frente a problemas grandes demais para serem suportados ou que vão comprometer a vida normal de um paciente.

“Quando se inicia esse tipo de pesquisa, cirurgias inovadoras são tipicamente executadas em cadáveres de animais e, depois, em animais com aflições terminais”, diz trecho do comunicado. Por “aflições terminais”, a Neuralink refere-se a animais com alguma doença ou outra dificuldade clínica que os mataria de qualquer forma.

“Cadáveres são animais mortos que passaram por um processo humanizado de eutanásia, mediante decisão veterinária vinda de uma preocupação médica ou então que passaram por eutanásia em algum estudo anterior”, continuou o texto.

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