
A água é fundamental para a nossa sobrevivência e os alertas de escassez do recurso não são uma novidade. Mas o cenário pode ser ainda mais preocupante. E isso não está tão distante assim. Dados apontam que se não houver um freio nas mudanças climáticas, as regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste do Brasil podem ter uma perda de até 40% da água disponível para uso em 2040.
O estudo projeta um futuro de altas emissões de carbono e mais de 4,5°C de elevação das temperaturas em relação às temperaturas do período anterior à Revolução Industrial (de 1850 a 1900). Isso significa que a humanidade não conseguiu fazer sua parte na luta contra o aquecimento global.
No entanto, mesmo em cenários mais otimistas, com menos carbono na atmosfera e um planeta não tão quente, foram observadas diminuições de 20% nos níveis de rios nestas regiões.
Na situação mais alarmante haverá grave risco de falta de água para a população das regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste, especialmente no semiárido, com prejuízo no abastecimento de cidades, na geração de energia hidrelétrica e na agricultura, além de riscos para a saúde.
No Sul, por outro lado, a tendência é de um aumento de, em média, 5% da disponibilidade hídrica em 2040. Apesar disso, isso não será constante, o que significa que muitas vezes a maior quantidade de água se dará em razão de eventos climáticos extremos, como cheias e inundações, o que está longe de ser uma boa notícia.
Já em relação ao Sudeste, devido a uma maior incerteza quanto à ocorrência de chuvas nos modelos climáticos utilizados, as mudanças não são tão claras quanto no restante do país, embora exista uma preponderância de cenários mais secos.
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