Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

Nossas casas são mais radioativas do que imaginamos

Nossas casas são mais radioativas do que imaginamos

Que a exposição a altos níveis de radiação provoca graves problemas à saúde quase todo mundo sabe. Mas você sabia que a radioatividade está presente em todos os lugares, inclusive na sua casa? São diversas fontes de radiação que fazem parte do nosso cotidiano. E algumas vêm de lugares bastante inusitados.

Antigamente, as televisões de tubo, que funcionavam via raios catódicos, eram uma fonte baixa de radiação de raios-X. Mas hoje os aparelhos utilizam a tecnologia de tela plana, sem radiação. Por isso, a radioatividade acaba ficando quase que totalmente restrita aos alimentos que consumimos.

A banana, por exemplo, contém isótopos de potássio-40, que é radioativo, suficientes para trazer ao corpo humano 0,0001 millisieverts (mSv), muito abaixo do limite recomendado.

Já as castanhas-do-Pará são cerca de cinco vezes mais radioativas, já que as raízes das castanheiras são tão profundas que acabam concentrando o rádio (o elemento químico) radioativo do solo. Mesmo assim elas não irão causar problemas à saúde.

Outro produto radioativo é o cigarro. Isso porque os fertilizantes utilizados na planta do tabaco possuem rádio radioativo, além de chumbo e polônio, deixando um único cigarro tão radioativo quanto sete bananas. Ainda assim é pouco, mas não podemos esquecer dos outros malefícios provocados pelo tabagismo.

Detectores de fumaça, por sua vez, trazem o isótopo de amerício-241. O elemento químico emite radiação pelo decaimento alfa, ou emissão alfa, que pode ser bloqueado com até mesmo uma folha de papel, evitando que saia da própria tampa do aparelho.

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