
Pesquisadores descobriram uma nova espécie de tardígrado capaz de fornecer insights sobre mecanismos de resistência à radiação. O animal intriga a ciência e ficou conhecido por sua resiliência a ambientes extremos.
A análise do exemplar não só deu novas pistas sobre como esses seres funcionam, mas também pode ajudar humanos a sobreviverem melhor em condições adversas, como no espaço e em situações de radiação, como radioterapias.
Os tardígrados são animais minúsculos capazes de suportar condições extremas, como falta de água, oxigênio e níveis de radiação 1 mil vezes maiores do que humanos.
São cerca de 1.500 espécies conhecidas – e uma nova acabou de entrar para a lista. Veja como foi a descoberta:
Os testes revelaram insights sobre os mecanismos de sobrevivência à radiação por parte dos tardígrados, incluindo um sistema de defesa que protege o DNA de eventuais quebras.
Isso porque, quando os animais foram expostos à radiação, 2.801 genes envolvidos no reparo do DNA, divisão celular e resposta imunológica foram ativados. Um deles chama TRID1 e codifica uma proteína que repara quebras no DNA. Outro, o gene DODA1, permite que os animais produzam quatro tipos de pigmentos antioxidantes chamados betalaínas, que absorvem produtos químicos prejudiciais ao corpo.
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