
Uma nova espécie de perereca foi identificada por cientistas no Cerrado de Minas Gerais, recebendo o nome de Ololygon paracatu. A descoberta reforça a importância da região para a biodiversidade brasileira.
Publicado na revista Zootaxa, o estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Universidade Federal de Goiás (UFG). A pesquisa envolveu trabalho de campo e análises detalhadas em laboratório.
Para confirmar que se tratava de uma espécie inédita, a equipe comparou características físicas, sons emitidos pelos animais e informações genéticas. O canto da perereca, usado na reprodução, apresentou diferenças importantes em relação a espécies próximas. O tamanho também varia, com machos menores que as fêmeas.
O animal vive em matas de galeria, formações florestais localizadas às margens de córregos e rios. Esses ambientes oferecem abrigo, umidade e locais adequados para a reprodução. Como a espécie foi encontrada em poucos pontos, os pesquisadores alertam para sua possível vulnerabilidade.
O nome faz referência ao rio Paracatu, um dos principais cursos d’água da região e afluente do rio São Francisco. A escolha também chama atenção para a necessidade de preservar os recursos hídricos locais, ameaçados por assoreamento e mudanças no uso do solo.
Especialistas destacam que o Cerrado é um dos biomas mais ricos do país, mas sofre pressão constante da expansão agrícola. A identificação da nova perereca mostra que ainda há muito a ser descoberto e, ao mesmo tempo, reforça a urgência em proteger esses habitats antes que desapareçam.
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