
O megalodonte sumiu do registro fóssil no final do Plioceno, última época do antigo período terciário da era Cenozoica, e o motivo da extinção da espécie ainda é desconhecido. Por mais que muitos pesquisadores acreditem que a luta por alimentos durante a pré-história tenha sido fator determinante, novas descobertas podem mudar o que se sabe até agora.
Cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA) analisaram fósseis de dentes de megalodonte e descobriram que o tubarão extinto tinha sangue parcialmente quente, com temperatura corporal em torno de 7 °C — mais quente do que a temperatura da água-marinha estimada para a época.
Descobrimos que o megalodonte tinha temperaturas corporais significativamente elevadas em comparação com outros tubarões, consistente com grau de produção interna de calor, como os animais modernos de sangue quente (endotérmicos).
O estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences sugere que essa característica teve papel fundamental no tamanho da espécie — e até no seu desaparecimento.
“Um corpo grande promove eficiência na captura de presas com cobertura espacial mais ampla, mas requer muita energia para mantê-lo”, disse Kenshu Shimada, paleobiólogo da Universidade DePaul, em Chicago.
“Sabemos que o megalodonte tinha dentes cortantes gigantescos usados para se alimentar de mamíferos marinhos, como cetáceos e pinípedes, com base no registro fóssil. O novo estudo é consistente com a ideia de que a evolução do sangue quente foi porta de entrada para o gigantismo do megalodonte acompanhar a alta demanda metabólica”, complementou Shimada.
Entre para comentar.