
Cientistas da escola de medicina Duke-NUS, em Singapura, desenvolveram duas ferramentas computacionais que podem mudar a maneira como pesquisadores estudam a comunicação celular dentro do corpo humano.
As ferramentas, chamadas sCCIgen e QuadST, ajudam os especialistas a compreenderem tanto a localização das células quanto a forma com que elas se comunicam por meio de atividade genética e sinais químicos.
O sCCIgen foi divulgado na revista Genome Biology como o primeiro simulador capaz de gerar tecidos virtuais realistas que capturam completamente a localização, a atividade genética e a rede de comunicação das células.
Já o QuadST, demonstrado na revista Genome Research, é capaz de detectar sinais de comunicação intercelular a partir de dados de transcriptômica espacial (tecnologia que revela a atividade dos genes no lugar exato onde as células estão no tecido), mostrando os genes que se alteram conforme as células interagem em tecidos saudáveis e doentes.
As células trocam sinais constantemente para manter o corpo saudável, mas falhas nessa comunicação podem levar a doenças, como o mal de Alzheimer — quando a falha ocorre em células nervosas —, ou permitir que células cancerígenas enganem o sistema imunológico. Entender como essas mensagens celulares funcionam é um dos principais objetivos da pesquisa biomédica.
Apesar da importância, o estudo da comunicação celular vem sendo bastante difícil. Os experimentos tradicionais da área sofrem com problemas em capturar as interações entre as células em seus tecidos naturais. A transcriptômica espacial vem alterando esse cenário.
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