
Escondidas a quase 6 mil metros de profundidade na Fossa das Marianas, fontes hidrotermais revelam novas pistas sobre a origem da vida na Terra, de acordo com um estudo liderado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Científica Riken e do Instituto de Tecnologia de Tóquio.
O que torna essas fontes especiais é a capacidade de gerar energia sem a presença de células vivas.
Os cientistas descobriram nanoestruturas ao redor das fontes que atuam como canais iônicos seletivos, funcionando como filtros subaquáticos que permitem a passagem de certas partículas carregadas enquanto bloqueiam outras.
Esse processo resulta em uma pequena, mas significativa, diferença de voltagem, semelhante ao que ocorre nas membranas das células vivas.
A análise de uma amostra de 84 centímetros de hidróxido de magnésio revelou cristais organizados em canais retos, que controlam o fluxo de líquido e geram uma diferença de voltagem na superfície.
O bioquímico Ryuhei Nakamura, do Riken, afirma que essa descoberta mostra como a conversão de energia osmótica, uma função vital em plantas, animais e micróbios, pode ocorrer de forma abiótica em ambientes geológicos.
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