Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Novo avanço pode destravar a criação de órgãos artificiais para transplantes

Novo avanço pode destravar a criação de órgãos artificiais para transplantes

Engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram uma técnica que permite controlar o crescimento de vasos sanguíneos por meio de estímulos mecânicos, um avanço que pode ajudar a superar um dos maiores desafios da engenharia de tecidos: criar redes vasculares organizadas capazes de nutrir órgãos e tecidos artificiais.

Pesquisadores da área vêm tentando cultivar órgãos e tecidos vivos a partir de células para substituir estruturas doentes ou danificadas do corpo humano.

Embora já tenham conseguido produzir músculos, fígados, rins, pele e outros tecidos artificiais, ainda não existia um método confiável para formar redes de vasos sanguíneos com padrões precisos, incluindo capilares mais finos do que um fio de cabelo humano. Sem essa rede vascular, os tecidos artificiais não conseguem receber nutrientes suficientes para funcionar adequadamente.

Agora, a equipe do MIT demonstrou que é possível projetar e direcionar esse crescimento utilizando estiramento mecânico. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Segundo os autores, a técnica representa uma nova maneira de projetar vasos sanguíneos artificiais e programar seus padrões de crescimento.

“Tecidos saudáveis dependem de redes organizadas de vasos sanguíneos, mas os protocolos mais avançados não permitem fabricar tais redes dentro de tecidos artificiais”, afirma Ritu Raman, professora associada de engenharia mecânica do MIT e coautora principal do estudo.

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