Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Novo foguete da Blue Origin passa por teste de fogo

Novo foguete da Blue Origin passa por teste de fogo

Está cada vez mais próxima a inauguração do novo foguete da Blue Origin, empresa de astronáutica de Jeff Bezos. Batizado de New Glenn,  o veículo espacial acaba de completar uma etapa crucial de testes pré-lançamento.

O segundo estágio da espaçonave, chamado GS2, acaba de passar com sucesso por um ensaio de disparo de motores (hot fire test), procedimento essencial para validar os sistemas antes do voo, previsto para novembro, a partir de Cabo Canaveral, na Flórida.

Segundo um comunicado emitido pela Blue Origin, o teste durou 15 segundos e foi o primeiro em que o segundo estágio operou de forma integrada, utilizando seus dois motores BE-3U e os sistemas de controle de solo. O objetivo era confirmar as interações entre os subsistemas, como o controle de pressurização dos tanques de combustível, que usa hélio para manter o hidrogênio e o oxigênio líquidos pressurizados durante o voo. 

Também foi avaliado o sistema de controle vetorial de empuxo, responsável por direcionar o foguete. Além disso, o teste validou as sequências de inicialização e desligamento dos motores BE-3U, que podem ser reiniciados até três vezes em uma missão.

Projetado para missões na órbita baixa da Terra (LEO), órbita média (MEO) e órbita geossíncrona (GEO), o segundo estágio do New Glenn tem 26,8 metros de altura e 7 metros de diâmetro. A arquitetura robusta dos motores BE-3U permite gerar até 769,5 mil Newtons-força de empuxo, o que o coloca entre os mais potentes a hidrogênio já desenvolvidos.

Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, com esse empuxo, o par de motores é capaz de levantar uma massa de cerca de 764 toneladas a 1m/s². “A questão é que para gerar essa energia, o foguete precisa de combustível. E o combustível pesa muito nessa equação. Por isso, a carga útil acaba sendo uma pequena fração disso”.

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