
Pesquisadores da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos estão trabalhando no desenvolvimento de um novo “laser quântico” de nível militar que pode cortar a névoa e operar em longas distâncias. Eles receberam uma doação de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões) para criar um protótipo da nova tecnologia.
O laser de dímero fotônico de duas cores funciona ligando pares de fótons por meio de um processo chamado emaranhamento quântico. Este é um fenômeno que ocorre quando duas ou mais partículas se interconectam de forma que uma partícula influencia instantaneamente o estado da outra, independentemente da distância entre elas.
Quando dois fótons são ligados entre si por meio do emaranhamento quântico, eles criam o que são conhecidos como dímeros fotônicos. Eles são mais fáceis de manipular porque atuam de forma unificada, com qualquer alteração aplicada a um fóton afetando diretamente o outro.
Essa ligação de partículas de luz aumenta a energia e a estabilidade do laser, tornando-o melhor em operações de longas distâncias e em condições adversas, como temperaturas extremas e na ocorrência de neblina. A tecnologia também pode desempenhar um papel na computação quântica e nas telecomunicações, transmitindo dados de forma mais veloz e segura.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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