
O modelo mais aceito sobre a formação da Terra fala em um movimento intenso de acreção que trouxe e manteve um amontoado de diversos asteroides e partículas cósmicas que, eventualmente, formou esse lugar que chamamos de “casa” no espaço.
Entretanto, uma nova teoria posiciona uma ideia interessante, ao se basear inteiramente nas perguntas que o modelo mais tradicional falha em responder: segundo o novo estudo, a Terra se formou por meio da acreção de planetesimais – não asteroides – o que traz uma premissa um pouco diferente sobre a nossa “bolinha azul”.
“Acreção”, de uma forma simples de se explicar, é o que acontece quando uma estrela forma um aglomerado denso de matéria em uma nuvem molecular de partículas e gás no espaço, de forma que o material ao seu redor começa a orbitá-la, formando um disco.
Esse disco não gira sozinho, e não só ao redor da estrela, mas também pedaços menores dentro dele vão se juntando e adquirindo rotações por conta própria. As partículas pequenas colidem e se unem, eventualmente crescendo em objetos maiores e maiores até virarem um planeta.
A ideia mais vigente é que esse modelo se aplica à Terra, que teoricamente se formou por meio da acreção de condritos, rochas espaciais relativamente pequenas que se formaram no início do sistema solar e que são majoritariamente compostas de alguns metais e minerais.
“O problema com esta teoria é que não há mistura desses condritos que explique a exata composição da Terra, que é bem mais pobre em elementos leves e voláteis como hidrogênio e hélio, em relação ao que o modelo sugere”, disse o planetólogo Paolo Sossi, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça.
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