
A Amazônia é fundamental para o nosso planeta. Maior floresta tropical do mundo, ela é responsável por armazenar bilhões de toneladas de gás carbônico, o que ajuda a reduzir os impactos das mudanças climáticas.
No entanto, calcular a real capacidade deste bioma, composto por mais de um trilhão e meio de árvores, sempre foi praticamente impossível. Um cenário que pode mudar a partir do lançamento de um novo satélite da Agência Espacial Europeia (ESA).
Atualmente, os cientistas analisam as árvores individualmente para determinar a capacidade de armazenamento de gás carbônico, o que torna a tarefa extremamente complexa e demorada. A maioria dos radares existentes no espaço só consegue captar o topo das florestas, não penetrando nas camadas mais profundas destes biomas.
Agora, o novo satélite poderá vencer este desafio. O equipamento conta com uma antena que utiliza um radar de banda-P, que tem um comprimento de onda muito longo e permite ver dentro das florestas, além de revelar os galhos e troncos ocultos pela copa.
A tecnologia possibilita vasculhar as árvores repetidas vezes, analisando pequenos pedaços e montando uma imagem de quanto material lenhoso está presente no local. Este pode ser usado como um indicador da quantidade de dióxido de carbono armazenado nas florestas.
Apesar das novas potencialidades do satélite da Agência Espacial Europeia, as medições em solo continuarão a serem feitas normalmente. Este trabalho servirá para verificar e validar os dados enviados do espaço.
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