
Um novo benchmark desenvolvido para comparar computadores quânticos em uma mesma escala revelou diferenças significativas entre máquinas de ponta — e também mostrou que a tecnologia ainda está muito distante de executar alguns dos cálculos para os quais foi desenvolvida.
Chamado de Quantum Universal Operation Performance System (QUOPS), o teste foi criado por uma equipe liderada pelo Sandia National Laboratories, nos Estados Unidos. Pesquisadores aplicaram o benchmark a sistemas de Google, IBM e Quantinuum para medir não apenas a velocidade das máquinas, mas também o tamanho dos circuitos quânticos relevantes que elas conseguem executar com sucesso.
O resultado mais importante é que o melhor desempenho registrado em hardware físico foi de 1.824 QUOPS, enquanto problemas considerados grandes desafios para a computação quântica exigiriam algo entre 250 milhões e 340 milhões de QUOPS.
Isso significa que os computadores quânticos atuais ainda precisam aumentar sua capacidade computacional em aproximadamente 100 mil vezes para alcançar esse tipo de aplicação.
Os testes mostraram diferenças consideráveis entre os computadores analisados, relacionadas às próprias arquiteturas utilizadas para construí-los.
O Helios-1, processador de íons aprisionados da Quantinuum, foi capaz de lidar com os maiores cálculos entre os sistemas avaliados. A máquina alcançou uma pontuação superior a 1.500 QUOPS.
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