Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Novos estudos da sonda InSight investigam subsolo de Marte com base em ruídos sísmicos

Novos estudos da sonda InSight investigam subsolo de Marte com base em ruídos sísmicos

Nesta sexta-feira (26), o módulo InSight, da Nasa, completa três anos de pesquisa em Marte. Um estudo publicado no início da semana na Nature Communications descreve os mais recentes resultados obtidos pela equipe responsável pela sonda em relação aos dados do solo marciano captados pelo sismógrafo instalado no instrumento.

O InSight (abreviação, em inglês, de “Exploração de interiores usando investigações sísmicas, geodésicas e transporte de calor”) pousou perto do equador marciano em novembro de 2018 com a missão de sondar o interior do planeta com uma precisão nunca alcançada.

Movido a energia solar, o módulo conta com dois instrumentos científicos principais: uma sonda de calor e um conjunto supersensível de sismômetros. 

Apelidada de “mole” (toupeira, em inglês), a sonda de calor foi fechada no início deste ano. Segundo o site Space, ela nunca conseguiu ir muito longe no subsolo, bloqueado pela poeira marciana, bem difícil de cavar. No entanto, os sismômetros têm sido suficientemente produtivos, registrando e caracterizando centenas de “martemotos” desde que a missão começou.

Enquanto os sismômetros se ocupam em detectar as vibrações sísmicas, um outro aparelho é responsável por registar, com precisão e nitidez, os ruídos sísmicos. E esse é o trabalho do sismógrafo.

O trabalho em conjunto desses instrumentos é fundamental, uma vez que a detecção dos tremores por si só, embora forneça uma visão geral das partes internas mais profundas  de Marte – quão grande é o núcleo, se alguma coisa é fundida e assim por diante -, não consegue capturar os pequenos detalhes, como a aparência do solo imediatamente abaixo do InSight.

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