
O número de artigos científicos removidos em 2023 superou a marca de 10 mil, estabelecendo um novo recorde negativo para a ciência. A principal responsável foi a editora Hindawi, sediada em Londres, que sozinha retirou do ar cerca de 8 mil trabalhos. As informações fazem parte de relatório publicado na revista Nature.
O relatório da Nature observa que as mesmas questões são enfrentadas diariamente por todas as editoras acadêmicas e representam um desafio para o futuro. A revista lembra que a taxa de aumento das retratações supera a de novos artigos científicos publicados.
O documento ainda afirma que o número de trabalhos retratados mais do que triplicou na última década. E que isso isso é apenas a ponta do iceberg, com empresas que vendem obras e autorias falsas sendo o principal fator responsável pelo cenário.
Os pesquisadores ressaltam que, esses artigos ainda causam problemas mesmo que não sejam lidos, porque os seus supostos resultados são incluídos e agregados com outros quando os cientistas escrevem artigos de revisão.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
Entre para comentar.