
A capital da Índia amanheceu na última quarta-feira (13) tomada por uma nuvem de poluição. O fenômeno não é exatamente novo, mas dessa vez, porém, os índices de toxicidade se superaram.
De acordo com a empresa de monitoramento IQAir, os níveis de poluentes perigosos ultrapassaram os 806 microgramas por metro cúbico em algumas regiões de Nova Déli. Isso é mais de 53 vezes (!!!) o máximo diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A situação por lá é tão caótica, que a poluição pode ser vista pelo satélite Worldview, da NASA, como já informamos aqui no Olhar Digital.
A OMS diz que a poluição do ar pode desencadear derrames, doenças cardíacas, câncer de pulmão e outras doenças respiratórias. A situação é ainda pior para bebês, crianças e idosos.
Um estudo publicado na revista médica The Lancet atribuiu 1,67 milhão de mortes prematuras à poluição do ar no país mais populoso do mundo em 2019.
Esse cenário desolador levou a Suprema Corte da Índia a tomar uma decisão no mês passado. Os juízes declararam que o ar limpo é um direito humano fundamental, ordenando que tanto o governo central quanto as autoridades estaduais tomassem medidas para solucionar esse problema.
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