
Os cientistas sabem há bastante tempo que as águas dos oceanos estão em movimento constante. Isso acontece em função da força dos ventos, mas também pela densidade da água e das temperaturas do planeta.
No entanto, um novo estudo aponta que essa movimentação tem oscilado e mudado nos últimos 50 anos. E, segundo os cientistas da Academia Chinesa de Ciências, esse fenômeno, conhecido como circulação oceânica e responsável por garantir a vida no planeta, está tornando o Atlântico Norte mais salgado.
Os cientistas explicam que o vento e o aquecimento das águas superficiais são possivelmente os principais responsáveis pelo aumento de salinidade no Atlântico Norte. Isso porque ambos os fatores conseguem mudar o percurso de grandes fluxos de água dentro dos oceanos.
No entanto, a equipe ainda não compreende totalmente estes mecanismos e destaca que existe uma alta complexidade da “resposta da salinidade do oceano às mudanças climáticas”. As águas mais salgadas devem impactar num primeiro momento o ecossistema marinho. O aumento da salinidade pode comprometer formas de vida acostumadas com as características mais antigas do habitat.
Outro possibilidade é que o excesso de sal possa desestabilizar as camadas internas do oceano. Se isso ocorrer, o calor da superfície poderá descer para as profundezas, o que pode comprometer a distribuição de oxigênio e nutrientes. Apesar de não se saber ao certo o que isso pode provocar, os cientistas alertam que os impactos podem ser catastróficos para os seres vivos que conhecemos hoje.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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