
Você já esqueceu algum alimento na geladeira por muito tempo? Ou já viu a carcaça de algum animal morto? É fato científico que a decomposição de matéria orgânica costuma feder – e muito. Isso acontece por causa da ação de bactérias, que emitem esse forte odor durante a digestão de proteínas.
As múmias do Egito Antigo fogem dessa regra. Vários relatos de pesquisadores já apontavam para essa característica incomum. Estamos falando de corpos embalsamados há cerca de 5 mil anos: como eles não ficaram com mau cheiro nesse tempo todo? A resposta está no processo de mumificação.
O que antes ficava apenas no boca a boca tornou-se agora um estudo científico formal. Professores do University College London analisaram 9 múmias de um museu egípcio no Cairo. E o resultado comprovou que a maioria delas cheiram bem até hoje.
De acordo com os autores, os novos dados oferecem pistas sobre os materiais usados no processo milenar da mumificação, além de mostrar como as práticas e os ingredientes evoluíram – e se e conservaram com o tempo.
Você pode ler a pesquisa na íntegra no Journal of the American Chemical Society.
Vale destacar que todo esse cuidado tem uma explicação religiosa. Os antigos egípcios acreditavam estar preparando os corpos dos seus faraós (e de outros membros da elite) para a vida eterna.
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