
Considerada a menor espécie de tatu do mundo, o Chlamyphorus truncatus chama a atenção em razão da sua carapaça rosa, pelagem branca e garras grandes. Mas um estudo recente apontou que o animal tem uma singularidade: ele possui uma segunda camada de pele, debaixo do escudo dorsal.
A descoberta aconteceu após pesquisadores analisarem mais de perto a anatomia microscópica de seções da pele do pichiciego-menor, tanto das partes que tem, quanto das partes que não têm os osteodermos (as placas ósseas que o protegem).
A camada mais externa, que abriga escamas cornificadas [nas quais o tecido morto forma uma camada protetora espessada] e osteodermas, atua como um manto ou cobertura sobre a camada interna, que exibe uma pelagem branca abundante e fina. Essa pele dupla é uma característica única entre os mamíferos.
O caso chamou a atenção dos cientistas, uma vez que qualquer uma das outras 19 espécies conhecidas de tatu possui apenas uma única camada de pele no dorso, coberta por escamas e osteodermos que formam as “armaduras” desses animais.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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