
Em meados de 1946, os Estados Unidos realizaram dois testes de armas nucleares em atol remoto do Pacífico, durante os quais vários animais foram deliberadamente expostos às explosões para avaliar os efeitos da radiação.
Enquanto muitas dessas criaturas foram mortas imediatamente pelas explosões, algumas sobreviveram – pelo menos inicialmente – e a misteriosa história de um porco em particular despertou fascínio desde então. Este porco, conhecido como 311, supostamente sobreviveu ao primeiro dos dois testes de bomba atômica e foi levado de volta aos EUA, onde viveu por mais quatro anos.
Os testes nucleares foram realizados como parte de um programa militar apelidado de Operação Crossroads, menos de um ano depois que os EUA lançaram duas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em 6 e 9 de agosto de 1945.
Os dois testes – conhecidos como “Able” e “Baker” – aconteceram em 1º e 25 de julho, respectivamente, no Atol de Biquíni, um recife de coral em forma de anel no Pacífico central, que faz parte das Ilhas Marshall.
O objetivo dos testes era investigar os efeitos de explosões nucleares em navios da Marinha, e mais de 90 navios foram usados como alvos, incluindo navios de guerra e submarinos obsoletos dos EUA, bem como navios alemães e japoneses rendidos. A segunda bomba, Baker, foi detonada 27,4 m debaixo d’água.
Em 22 dos navios-alvo, os militares dos EUA também colocaram milhares de animais – principalmente ratos, mas também porcos, cobaias, cabras e camundongos – para estudar como as explosões de bombas os afetariam.
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