
Os Estados Unidos podem experimentar, nos próximos meses, uma das maiores guinadas da história no setor energético. O presidente Donald Trump emitiu, na última semana, uma série de ordens executivas em prol da reativação e do incentivo às usinas de carvão do país.
Essa política contrasta frontalmente com o que vinha acontecendo na gestão anterior de Joe Biden. Enquanto o democrata se comprometeu a aposentar essa fonte de energia (durante a COP 28), o republicano começou a revogar essas decisões, assinando em seu lugar uma série de decretos para impulsionar o minério.
Entre as ações, Trump derrubou todas as ordens federais que, segundo ele, “discriminam” a produção de carvão. Ele também determinou que o Departamento de Energia usasse poderes emergenciais para manter as usinas a carvão deficitárias em operação. Ele deve salvar ainda algumas dessas usinas que seriam desativadas.
O presidente americano afirma que tudo isso é necessário para evitar cortes de energia. A demanda por energia, de fato, vem aumentando bastante no mundo todo.
O treinamento e o desenvolvimento de Inteligências Artificiais, de carros elétricos e até mesmo a mineração de criptomoedas levaram nossa infraestrutura energética ao limite.
Especialistas, no entanto, garantem que o “renascimento” do carvão não é o melhor caminho. Nem financeiramente, nem ecologicamente.
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