
Por eras, o ser humano visa entender por que algumas espécies de animais conseguem a regeneração de membros e outros não (como nós mesmos). Essa peculiaridade pode ser observada, por exemplo, na simpática lagartixa, capaz de criar uma cauda nova após a original ser voluntariamente liberada.
Porém, um animal sob risco de extinção tem peculiaridades interessantes quando se trata de regeneração de membros: o axolote. Quando ele perde uma perna, “recebe” uma nova, totalmente funcional, incluindo todos os dedos.
Em semanas ou meses, tudo é recuperado: músculos, peles e nervos, que surgem no mesmo lugar. Essa salamandra tem esse recurso compartilhado com outros anfíbios, répteis e espécies de peixes.
James Monaghan, biólogo do desenvolvimento da Northeastern University (EUA), traz que, há mais de 2,4 mil anos, Aristóteles já observava que lagartos são capazes de regenerar caudas (como nossa amiga lagartixa). Essa foi uma das primeiras observações escritas que conhecemos sobre o tema.
Desde o século XVIII, um subconjunto de biólogos que estudam a regeneração buscam solução para essa questão. Isso tudo para tentar achar tratamentos médicos que “transforme” o corpo humano em algo similar aos dos axolotes.
Monaghan e companheiros creem que, futuramente, seremos capazes de regenerar membros. Segundo o Popular Science, os cientistas estão chegando perto.
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