
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, nesta sexta-feira (10), uma mancha solar gigantesca – com mais de 15 vezes o tamanho da Terra – produziu uma erupção de classe X4.0. Esta foi a quinta de uma sequência de explosões de grau extremo em um intervalo de uma semana. Antes desta, veio uma X4.5, precedida de duas X1.2 e uma X1.6.
Como consequência, foi ejetado um jato de plasma solar canibal em direção ao nosso planeta. O fenômeno acontece quando CMEs em movimento rápido ultrapassam e devoram as mais lentas à sua frente.
O material fundido da CME canibal deve atingir a Terra no sábado (11). Ao romper a magnetosfera do planeta, ela sozinha poderia desencadear uma tempestade geomagnética G3. Com mais duas vindo logo atrás é que os níveis podem se tornar extremos, atingindo o grau G4 (pela primeira vez desde 2005).
Normalmente, CMEs mais fortes provocam auroras em latitudes médias e baixas em toda a Europa e nos EUA.
No nível G4, mais especificamente, há também uma ameaça de problemas generalizados com controle de tensão e impactos à rede que podem afetar alguns sistemas de proteção. Além disso, sistemas de navegação por satélite e de baixa frequência, como GPS, podem ser interrompidos e as operações de espaçonaves também podem ter problemas com carregamento e rastreamento de superfície.
Em entrevista ao jornal O Globo, em Washington, o pesquisador Peter Becker, da Universidade George Manson e do Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA, reforçou que o atual ciclo solar pode evoluir e atingir o pico já neste ano.
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