
Se você já folheou um livro de ciências na escola ou leu uma notícia sobre tempestades solares, provavelmente já se deparou com a palavra “plasma“. Ela surge quando falamos do Sol, de estrelas distantes e até de tecnologias futuristas. Mas, afinal, o que é esse “quarto estado da matéria” que parece tão cósmico?
Apesar do nome, que também usamos para o componente do sangue, o plasma da física é algo bem diferente. E embora soe como algo raro e complexo, ele é, na verdade, o estado mais comum da matéria em todo o universo.
Para entender o plasma, precisamos dar um passo atrás. Na escola, aprendemos sobre três estados clássicos da matéria, que são definidos, basicamente, pela quantidade de energia que as partículas (átomos e moléculas) possuem:
O plasma é, de forma simples, um gás ionizado. A “ionização” é o processo que ocorre quando se fornece uma quantidade extrema de energia (seja por calor intenso ou por uma forte descarga elétrica) a um gás. A energia é tão brutal que os elétrons, que normalmente orbitam os núcleos dos átomos, são “arrancados” de suas posições.
O resultado não é mais um gás neutro, mas sim uma “sopa” caótica de partículas carregadas: de um lado, os íons (átomos que perderam elétrons e ficaram com carga positiva) e, do outro, os elétrons livres (com carga negativa).
Essa mistura de cargas livres faz com que o plasma tenha propriedades únicas, muito diferentes de um gás comum. A principal delas é que ele é um excelente condutor de eletricidade e reage intensamente a campos magnéticos.
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