
A energia nuclear não é novidade, mas ganhou ainda mais destaque diante da necessidade de aumentar a produção de energia – seja para abastecer veículos elétricos ou os data centers que alimentam as IAs. 2025 pode ser um ano marcante para essa fonte, já que novos reatores e usinas nucleares devem começar a sair do papel.
Além disso, diante das mudanças climáticas e da necessidade de diminuir as emissões, a energia nuclear pode ser uma forma mais limpa e estável de geração.
Como lembrou o MIT Technology Review, os últimos dois anos foram marcados por compromissos globais no setor da energia nucelar. Na Organização das Nações Unidas (ONU), 31 países se comprometeram a triplicar a capacidade de produção até 2050. No entanto, os países não estão nivelados entre si.
Por enquanto, os Estados Unidos são donos do maior número de reatores nucleares em atividade no mundo. Porém, o país estagnou. A usina nuclear mais recente inaugurada no país é a Vogtle, no estado de Geórgia, que começou a operar no ano passado. Agora, não há grandes reatores em construção ou aprovação.
Outra questão é o governo Trump, que começará na segunda-feira (20). O site pontuou que é provável que a gestão apoie a energia nuclear. No entanto, para Jessica Lovering, cofundadora do Good Energy Collective, uma organização de pesquisa de políticas que defende o uso da energia nuclear, é possível que novas tarifas sejam implementadas e acabem aumentando o custo de materiais para a construção das instalações.
Além dos EUA, a Ásia é destaque na construção de reatores, com quatro grandes instalações especuladas para começarem a operar este ano. Bangladesh e Turquia também devem começar a planejar seus primeiros reatores este ano. O Egito já tem uma usina nuclear, mas não espera colocá-la em uso por alguns anos.
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