
Uma nova simulação que projeta diferentes futuros para a humanidade ao longo de mil anos sugere que o colapso de uma civilização tecnológica não precisa necessariamente significar seu fim definitivo. Em alguns cenários, sociedades poderiam entrar em ciclos de colapso, reconstrução e retomada tecnológica.
O estudo foi desenvolvido por Celia Blanco e colegas para investigar uma possível explicação para o chamado paradoxo de Fermi — a questão sobre por que ainda não encontramos sinais de outras civilizações tecnológicas no Universo, caso elas existam.
Uma das possibilidades consideradas pelos pesquisadores é que civilizações tecnológicas sejam relativamente efêmeras, sucumbindo à própria destruição por fatores como colapso ecológico, conflitos ou outras instabilidades sistêmicas.
Mas a destruição não necessariamente precisaria representar uma aniquilação completa. A equipe considera a hipótese de que civilizações possam surgir, entrar em colapso, reconstruir-se e voltar a crescer, passando longos períodos em uma espécie de dormência tecnológica.
Os pesquisadores executaram 200 simulações para cada cenário. Em cada uma delas, as civilizações podiam crescer até esgotarem seus recursos ou serem atingidas por um risco existencial gerado aleatoriamente, como um desastre ambiental ou uma falha tecnológica.
Depois do colapso, algumas sociedades conseguiam se recuperar, dependendo da quantidade de tecnologia e recursos que permaneciam disponíveis e da velocidade com que conseguiam reconstruir sua estrutura.
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