
É consenso entre os cientistas que todas as partículas de matéria comum têm um parceiro de antimatéria com características opostas – e que, quando a matéria interage com a antimatéria, as duas se aniquilam. Isso torna nossa existência um mistério, pois os cosmologistas têm certeza de que, no início do universo, quantidades iguais de matéria e antimatéria foram produzidas – e esses “parceiros” deveriam ter se destruído uns aos outros.
No entanto, a matéria existe, e os pesquisadores estão, pouco a pouco, descobrindo os motivos.
Uma razão potencial pode estar nas chamadas “bolas Q”, “protuberâncias” teóricas que se formaram nos primeiros momentos após o Big Bang, antes que o universo inflasse rapidamente como um balão.
De acordo com o site Live Science, esses objetos conteriam sua própria assimetria matéria-antimatéria, o que significa que dentro de cada bola Q existiriam porções desiguais de matéria e antimatéria.
Desse modo, quando as bolas Q “estouraram”, elas teriam liberado mais matéria do que antimatéria – e desencadeado ondulações gravitacionais no espaço-tempo.
Agora, um estudo mais recente, publicado na revista Physical Review Letters, indica que, se esses objetos realmente existissem, poderíamos detectá-los usando ondas gravitacionais.
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