Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de março de 2022 · 2 min de leitura ·

O rover da missão ExoMars, da ESA, está pronto. Só falta decidirem como lançá-lo

O rover da missão ExoMars, da ESA, está pronto. Só falta decidirem como lançá-lo

A agência espacial europeia (ESA) confirmou via comunicado que seu rover – Rosalind Franklin – está pronto para o lançamento na missão ExoMars, que assegurará uma presença europeia em Marte (onde já estão a NASA e a agência espacial chinesa CNSA).

Entretanto, isso deve demorar um pouquinho, considerando que, em virtude da guerra russo-ucraniana, a ESA revogou suas parcerias com a Roscosmos, a agência espacial russa. Originalmente planejada para julho de 2020 e adiado para 2022, a missão contaria com a participação do módulo de pouso Kazachok, que levaria o veículo até a superfície de Marte. Agora, a ESA não tem mais uma previsão para levá-lo ao espaço.

De acordo com o comunicado, ainda que a missão esteja sem previsão de lançamento, os processos de qualificação técnica seguiram seus prazos normalmente e, neste mês de março, o rover da ExoMars foi oficialmente aprovado para voar. Mais além, o comitê de avaliação confirmou que o foguete e a cápsula estariam ambos prontos dentro do prazo, com tempo de sobra para assegurar um lançamento em 20 de setembro de 2022.

Tendo em vista que isso não será mais possível, o rover e os equipamentos ligados a ele ficarão armazenados dentro da Thales Alenia Space, um centro espacial operado simultaneamente por França e Itália, até segunda ordem. Enquanto isso, o comitê vai analisar diversas opções técnicas para encaixar o rover da ExoMars em algum outro foguete – neste caso, estão sendo avaliadas tanto as opções lideradas pela ESA como aquelas operadas por parceiros internacionais – exceto, claro, pela Roscosmos.

“Eu torço para que nossos estados membros decidam que este não é o fim do projeto ExoMars, mas sim um renascimento da missão, talvez servindo como um gatilho para desenvolvermos ainda mais a autonomia espacial europeia”, disse David Parker, diretor de  Exploração Humana e Robótica da ESA.

“Nós contamos com as brilhantes equipes e suas expertises por toda a Europa e também parceiros internacionais para reformar e reconstruir a missão”, continuou o diretor. “O time é dedicado e está concentrado em seguir os próximos passos para garantir que possamos entregar esse incrível rover à superfície de Marte e completar o trabalho para o qual ele foi construído”.

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