
O Universo pode estar envelhecendo. Segundo astrônomos, o auge da formação de estrelas já passou, e hoje o cosmos produz bem menos delas do que há bilhões de anos.
Não é que as estrelas estejam desaparecendo, esclarece esta matéria da BBC. Estima-se que existam até um septilhão de estrelas, ou seja, 1 seguido de 24 zeros. Mas novas estrelas estão nascendo com menor frequência.
As primeiras surgiram pouco depois do Big Bang, há cerca de 13,8 bilhões de anos. Elas se formam em nebulosas, nuvens gigantes de gás e poeira que colapsam sob a própria gravidade até gerar protoestrelas, estruturas tão quentes e densas que iniciam a fusão nuclear, transformando hidrogênio em hélio e liberando luz e calor.
Cerca de 90% das estrelas conhecidas, incluindo o Sol, estão nessa fase estável chamada de sequência principal. Mas toda estrela tem um ciclo de vida: estrelas pequenas se apagam lentamente; as maiores encerram a vida em explosões chamadas supernovas.
Em 2013, uma equipe internacional concluiu que 95% de todas as estrelas que existirão já nasceram. “Claramente, estamos vivendo em um Universo dominado por estrelas antigas”, afirmou o astrônomo David Sobral, autor do estudo publicado pelo Subaru Telescope.
A taxa de formação estelar atingiu seu pico há cerca de 10 bilhões de anos, durante o período conhecido como Meio-dia Cósmico. Desde então, as galáxias vêm transformando gás em estrelas com cada vez menos eficiência.
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