
Uma equipe internacional de cientistas encontrou uma possível explicação para um dos fenômenos mais poderosos do Universo: as supernovas superbrilhantes. A descoberta foi feita a partir de dados do Telescópio Espacial Fermi de Raios Gama, da NASA, especializado em detectar raios gama, a forma mais energética de luz conhecida.
Os pesquisadores concluíram que uma dessas explosões extremamente luminosas provavelmente foi alimentada por um magnetar, um tipo raro de estrela de nêutrons com campo magnético gigantesco. O objeto teria surgido após o colapso de uma estrela massiva, evento que também desencadeou a supernova observada.
Publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics, o estudo reforça uma hipótese debatida há anos entre astrônomos. Desde o lançamento do observatório Fermi, há quase duas décadas, cientistas procuram sinais de raios gama vindos de supernovas, mas até agora nenhuma evidência havia sido considerada definitiva.
“Durante quase 20 anos, os astrônomos têm buscado nos dados do Fermi sinais de raios gama provenientes de milhares de supernovas e, embora alguns indícios intrigantes tenham sido relatados, nenhum era definitivo até agora”, afirmou o autor principal do estudo, Fabio Acero, astrofísico e pesquisador do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS) e da Universidade Paris-Saclay, na França, em um comunicado.
As supernovas de colapso de núcleo acontecem quando estrelas muito maiores que o Sol esgotam o combustível usado para produzir energia. Sem essa sustentação, o núcleo colapsa sob a própria gravidade e provoca uma explosão colossal. Em alguns casos, o centro da estrela se transforma em uma estrela de nêutrons ou até em um buraco negro.
Nas últimas décadas, astrônomos identificaram cerca de 400 supernovas superbrilhantes. Esses eventos chamam atenção porque podem emitir mais de dez vezes o brilho de supernovas consideradas comuns.
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