
Na semana passada (24), o rádio-observatório Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) do Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou novas imagens da estrela supergigante Betelgeuse e sua superfície borbulhante.
A supergigante é uma das estrelas mais estudadas da astronomia moderna. Sua massa é quase 20 vezes maior que a do Sol e está inchada a quase 800 vezes do seu tamanho. A primeira imagem da estrela foi feita em 1995 pelo Telescópio Espacial Hubble e foi a primeira foto direta de uma estrela que não o Sol.
Agora, as imagens capturadas pelo ALMA em 2023, são as primeiras que mostram mais nitidamente a superfície da estrela e auxiliam no aprofundamento do seu estudo.
As novas imagens mostram que Betelgeuse não tem uma superfície estável. A parte externa da estrela é formada por grandes regiões de gás que se movimentam e apresentam temperaturas diferentes.
O ALMA identificou duas áreas especialmente quentes, uma na região nordeste e outra no sudoeste da estrela. A mais quente delas tem uma temperatura cerca de 530 graus Celsius maior do que o gás ao redor. No total, a estrela tem temperatura de cerca de 2.030 graus Celsius.
Essas regiões podem estar ligadas ao movimento do gás no interior de Betelgeuse. O material mais quente sobe para as camadas externas da estrela e pode provocar mudanças na sua atmosfera.
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