
O Observatório Vera Rubin identificou mais de 11 mil novos asteroides em apenas seis semanas de observações preliminares realizadas entre abril e maio de 2025. Os dados fazem parte da preparação para o levantamento de 10 anos chamado Legacy Survey of Space and Time (LSST) e já representam o maior conjunto único de detecções enviado no último ano.
As descobertas foram confirmadas pelo Minor Planet Center, da União Astronômica Internacional. Entre os objetos identificados, 33 são asteroides próximos da Terra (NEOs) ainda desconhecidos, mas nenhum deles representa risco ao planeta. A maior parte dos novos corpos pertence ao cinturão principal de asteroides, entre Marte e Júpiter.
Os asteroides próximos da Terra encontrados têm características orbitais semelhantes às da Terra, mas não são considerados perigosos. O maior deles possui cerca de 500 metros de diâmetro.
Segundo os dados, os astrônomos já identificaram todos os objetos capazes de causar eventos de extinção global. No entanto, apenas cerca de 40% dos asteroides com mais de 140 metros, que podem provocar danos regionais, foram catalogados até agora — um cenário em que o Rubin deve ter papel relevante.
No mesmo período de seis semanas, o observatório também registrou mais de 80 mil asteroides já conhecidos, incluindo diversos que estavam “perdidos”. Esses objetos haviam sido detectados anteriormente, mas tinham órbitas calculadas com baixa precisão e deixaram de ser observados nas posições previstas.
“Este primeiro grande envio após o Rubin First Look é apenas a ponta do iceberg e mostra que o observatório está pronto”, afirmou Mario Juric, da Universidade de Washington e cientista líder do Sistema Solar no projeto.
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