
Um grupo internacional de pesquisadores reconstruiu a história recente do aquecimento oceânico com levantamentos feitos na “porta de entrada” para o Oceano Ártico, em uma região chamada Estreito de Fram, que fica entre a Groenlândia e Svalbard.
Com a análise de assinaturas químicas encontradas em microrganismos marinhos, os cientistas descobriram que o Oceano Ártico começou a aquecer rapidamente no início do século passado, à medida que águas mais quentes e salgadas fluíam do Atlântico – um fenômeno chamado atlantificação.
Segundo a pesquisa, essa mudança precedeu o aquecimento estimado por medições instrumentais modernas. Desde 1900, a temperatura oceânica aumentou cerca de 2ºC, enquanto o gelo marinho recuou e a salinidade aumentou.
Relatados na revista Science Advances, os resultados do estudo fornecem a primeira perspectiva histórica sobre a atlantificação do Oceano Ártico e revelam uma conexão com o Atlântico Norte muito mais forte do que se pensava.
Essa conexão é capaz de moldar a variabilidade climática do Ártico, o que pode ter implicações importantes para o recuo do gelo marinho e o aumento do nível do mar global à medida que as camadas de gelo polares continuam derretendo.
A pesquisa destaca que todos os oceanos do mundo estão esquentando devido às mudanças climáticas, mas o Oceano Ártico, o menor e mais raso deles, está esquentando mais rápido que os demais.
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