Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de setembro de 2026 · 2 min de leitura ·

Ocultações lunares de planetas, movimento retrógrado e mais no Calendário Astronômico de setembro

Ocultações lunares de planetas, movimento retrógrado e mais no Calendário Astronômico de setembro

Setembro promete um prato cheio para os amantes da astronomia. Nos próximos dias, a Lua vai ocultar dois planetas no céu, um gigante de gelo entrará em movimento retrógrado e outro chegará à sua melhor posição do ano para ser observado da Terra.

Lembrando que todas as datas e horários fornecidos têm como referência um observador em Brasília (DF) e podem variar ligeiramente de acordo com a localidade. Para acompanhar com precisão, a dica é usar aplicativos como Star Walk, Stellarium ou SkySafari, que mostram a posição exata dos objetos celestes com base em onde você está. 

A Lua passará na frente de Júpiter em uma espécie de “eclipse” chamada ocultação lunar. O fenômeno será visível em locais como Estados Unidos, Canadá, Groenlândia e leste da Rússia. Como a posição da Lua no céu varia conforme o ponto de observação na Terra, nem todos verão esse evento. No entanto, em outros lugares do mundo, como no Brasil, por exemplo, ainda será possível acompanhar os dois corpos bem próximos no céu, em uma conjunção astronômica.

Neste dia, Urano começa um processo pelo qual seu trânsito normal para o leste através do céu noturno é interrompido, mudando a trajetória para oeste – evento que é popularmente conhecido como “movimento retrógrado”. Para a astronomia, a designação mais adequada, no entanto, é “laço” retrógrado. Isso porque, durante o curso percorrido, o planeta parece formar um laço no céu.

De acordo com o guia de orientação astronômica In-The-Sky.org, a inversão de direção do gigante de gelo começará às 16h28 (pelo horário de Brasília). Ele, então, retoma o sentido habitual em 8 de fevereiro de 2027.

A Lua vai “eclipsar” Vênus no céu em uma ocultação lunar visível em partes da Ásia, África, Europa e oeste da Rússia. O evento é restrito a essas regiões por uma questão de perspectiva geográfica. No Brasil, será possível observar a dupla bem próxima no céu durante a noite, em uma conjunção astronômica. 

Compartilhe