Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Olhar Espacial relembra outros “Cometas Apocalípticos” como o visitante interestelar 3I/ATLAS

Olhar Espacial relembra outros “Cometas Apocalípticos” como o visitante interestelar 3I/ATLAS

Descoberto em julho, o visitante interestelar 3I/ATLAS se tornou o mais recente exemplo de cometas que provocam fascínio e apreensão. Assim como ele, outros corpos celestes desse tipo (tanto nativos do Sistema Solar quanto “estrangeiros”) foram historicamente associados a presságios de desastres e mudanças importantes para a humanidade. 

Um exemplo notório é o Cometa de Halley, que em 1066, de acordo com o Atlas Obscura, foi interpretado como mau presságio antes da invasão normanda na Inglaterra. Outro caso é o Cometa de César, que surgiu após o assassinato de Júlio César e foi visto pelos romanos como a ascensão de sua alma aos céus, simbolizando uma mudança política profunda.

Civilizações antigas observavam os cometas com atenção e medo. Na China, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), registros imperiais descrevem cometas como “vassouras-estrelas” que prenunciavam guerras, epidemias e fome. Na Roma antiga, essas aparições eram interpretadas como sinais da vontade dos deuses, ligadas ao destino de imperadores e à sorte do Estado.

Agora, o 3I/ATLAS vem se juntar ao hall de objetos que, mesmo com todo o avanço da ciência, mostram que o Universo ainda guarda fenômenos capazes de surpreender e desafiar nossa compreensão. A combinação de registros históricos e observações recentes evidencia como esses “Cometas Apocalípticos” despertam cada vez mais interesse e atiçam mais a imaginação humana.

Para saber tudo sobre o 3I/ATLAS e outros cometas que, desde os tempos mais remotos, assombram a humanidade, não perca o Olhar Espacial desta sexta-feira (7). O programa recebe o astrônomo amador Rodrigo Fernandes, que conta com vários cursos na área de astronomia, astrofísica e meteorologia em diversas universidades públicas brasileiras.

Doutor em medicina chinesa pela Universidade de Shanghai, na China, ele tem ampla experiência como professor em áreas da saúde. Estudou também na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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