Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de maio de 2022 · 2 min de leitura ·

Ondas de calor atingem recorde e são reflexo das mudanças climáticas

Ondas de calor atingem recorde e são reflexo das mudanças climáticas

Se você é como milhões de pessoas que reclamam do calor escaldante, principalmente ao longo do verão, saiba que a insatisfação faz sentido e tem comprovação científica. Um estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido, identificou as mais extremas ondas de calor de todos os tempos, ou seja, as temperaturas atingiram, em 2021, altas históricas nunca constatadas desde 1950 e são mais uma comprovação dos impactos das mudanças climáticas no planeta Terra.     

A maior onda de calor registrada pelos pesquisadores foi no oeste da América do Norte, em Lytton, na Colúmbia Britânica, que fica no Canadá. Apesar de ser um país conhecido por temperaturas amenas, os termômetros chegaram a 49,6°C no verão passado, causando inúmeros transtornos, como incêndios florestais. Trata-se de um aumento de 4,6°C em relação ao pico anterior. 

Segundo um dos autores da pesquisa, o cientista climático Dr. Vikki Thompson, essas ondas de calor são altamente preocupantes e estão chocando a comunidade científica. E o pior ainda está por vir.  

“Usando modelos climáticos, também descobrimos que os eventos extremos de calor provavelmente aumentarão em magnitude no próximo século – na mesma taxa que a temperatura média local”, alertou. 

As ondas de calor em Lytton, que fica a 260 Km de Vancouver, causaram centenas de mortes e danos à infraestrutura da cidade, com imensas perdas na produção agrícola. 

Mas há outros países que também entraram na lista das ondas de calor extremas que bateram recordes. Entre eles, está o Brasil. 

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