Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de setembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Ondas de calor intensas persistem por muito mais tempo no oceano profundo

Ondas de calor intensas persistem por muito mais tempo no oceano profundo

Impulsionadas pelas mudanças climáticas, as ondas de calor estão se tornando mais longas e intensas em águas mais profundas, ameaçando espécies marinhas sensíveis. Desde o início da era industrial, os oceanos já absorveram 90% do excesso de calor proveniente da poluição de carbono promovida pela atividade humana.

Essas informações fazem parte de um estudo publicado nesta segunda-feira (18) na revista Nature Climate Change, segundo o qual isso pode afetar particularmente espécies que não podem se mover para escapar de águas excessivamente quentes, como corais e florestas de algas marinhas na Austrália e no Pacífico.

Os pesquisadores examinaram os impactos das ondas de calor em águas mais profundas, no que representa a primeira tentativa de analisar essa questão. Até agora, os cientistas tinham se concentrado principalmente na superfície oceânica.

The North Atlantic is in uncharted territory. The entire ocean basin is a record-smashing 1.5°C above normal, as millions of square miles of ocean experience strong to severe marine heatwaves.Off the coast of Canada, ocean temperatures are up to 9°C (16°F) above average!… pic.twitter.com/AuPBCc82eX

Usando observações e modelagem no local, os autores do novo estudo investigaram ondas de calor marinhas de 1993 a 2019, englobando dados de até dois mil metros abaixo da superfície. 

Eles descobriram que a intensidade era maior entre 50 e 200 metros de profundidade, ocasionalmente chegando a ser 19% mais forte do que na superfície. Além disso, essas ondas persistiram por até dois anos após o retorno das temperaturas superficiais normais.

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