
Após a Organização Meteorológica Mundial e o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus, da Comissão Europeia, divulgarem novos dados sobre o aquecimento global, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, realizou um discurso acalorado no qual comparou a humanidade ao meteoro que dizimou os dinossauros há milhões de anos.
Tal como o meteoro que destruiu os dinossauros, temos um impacto descomunal. No caso do clima, não somos os dinossauros. Somos o meteoro. Não estamos apenas em perigo. Somos o perigo. Mas também somos a solução.
O levantamento observou ainda que há 50% de chances de que as novas temperaturas sejam o novo padrão do mundo. No ano passado, havia apenas 32% de chance de isso acontecer.
O motivo? As emissões de gases com efeito de estufa provenientes dos combustíveis fósseis, que continuam a aumentar.
Os cientistas calcularam quanto dióxido de carbono, que aquece o planeta, ainda pode ser liberado antes que a poluição seja forte o suficiente para empurrar o mundo para um aquecimento permanente além dos 1,5 graus. O resultado mostrou que temos apenas cinco anos de funcionamento normal antes que a meta de Paris fique fora de alcance.
Não é um objetivo. É um limite físico. Cada fração de grau de aquecimento global conta. A diferença entre 1,5 e 2 graus pode ser a diferença entre a extinção e a sobrevivência de alguns pequenos estados insulares e comunidades costeiras.
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