Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de agosto de 2023 · 2 min de leitura ·

Órion: laboratório de biossegurança máxima no Brasil será único no mundo

Órion: laboratório de biossegurança máxima no Brasil será único no mundo

Entre os mais de R$7,89 bilhões em investimentos destinados à ciência anunciados pelo governo federal na sexta-feira (11), durante a apresentação do novo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), R$1 bilhão está reservado para o desenvolvimento do Órion – um laboratório de biossegurança máxima (NB4) que será construído no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).

O projeto tem um diferencial em relação às outras 60 instalações do tipo existentes no resto do mundo: este será o primeiro laboratório NB4 em todo o globo a estar conectado a uma fonte de luz síncrotron – o acelerador de partículas Sirius.

Segundo um comunicado do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o complexo de contenção biológica máxima vai permitir a condução de pesquisas com patógenos que podem causar doenças graves e com alto grau de transmissibilidade (das classes 3 e 4, conforme a versão mais recente da Classificação de Risco dos Agentes Biológicos). 

Como exemplo de doenças nessas categorias estão o Ebola e aquelas causadas por vírus da Coronaviridae – sim, os coronavírus, como o SARS-CoV-2 (causador da Covid-19). 

Esse é mais um fator de destaque no Órion, já que não existe outra estrutura de biossegurança com essa capacidade em toda a América Latina.

Dessa forma, o Brasil se tornará o terceiro país do continente americano (além de EUA e Canadá) com condições de monitorar, isolar e pesquisar os agentes biológicos para desenvolver métodos de diagnóstico, vacinas e tratamentos.

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