
Um estudo publicado na revista Ursus analisou pandas-gigantes (Ailuropoda melanoleuca) da Reserva Natural de Wolong, no sudoeste da China, e chegou a uma conclusão bastante interessante. Segundo os pesquisadores, os animais não são solitários (como se imaginava) e até possuem sua própria “rede social” para comunicação nas florestas.
Após encontrar as marcas deixadas pelos animais foi necessário associar elas à estrutura social dos pandas. Nessa etapa, os pesquisadores utilizaram técnicas e teorias que se aplicam aos humanos para entender as redes sociais.
A conclusão foi que as árvores marcadas pelos pandas são como as mídias sociais que humanos usam na internet. “Elas permitem que um indivíduo transmita algo para muitos outros, e são um registro”, destacaram os cientistas.
Para saber quais ursos eram próximos uns dos outros, os pesquisadores tiveram que extrair dados das fezes dos animais. Os pandas-gigantes defecam até 90 vezes ao dia, o que resulta em rastros confiáveis para a ciência.
Além disso, como há DNA nos dejetos, foi possível identificar os ursos próximos às árvores marcadas e determinar se eles eram parentes ou não, e, assim, aprofundar o estudo sobre os laços sociais dessas criaturas.
Definimos dois indivíduos de panda a uma certa distância um do outro como uma associação. Mesmo que eles não estejam se comunicando diretamente ou se encontrando fisicamente, eles podem trocar informações sobre a assinatura química do cheiro. Isso gerou a rede social para a análise.
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