
Nesta segunda-feira (6), o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, anunciou um plano para a Europa competir de forma mais eficaz com a SpaceX: desenvolver um foguete reutilizável de forma mais rápida.
“Pela primeira vez, a Europa terá acesso a um lançador reutilizável”, disse Le Maire, de acordo com a Reuters. “Em outras palavras, teremos nosso SpaceX, teremos nosso Falcon 9. Vamos compensar uma má escolha estratégica feita há dez anos”.
Segundo o ministro, o plano prevê que a ArianeGroup, com sede na França, desenvolva um novo foguete de baixo orçamento chamado Maïa até 2026 – o que está quatro anos à frente de um cronograma previamente estabelecido pela Agência Espacial Europeia (ESA) para o desenvolvimento de um foguete reutilizável maior.
Embora ainda não tenham sido divulgados muitos detalhes técnicos, o site Ars Technica ressalta que, pelo que se sabe do veículo até agora, Maïa não será o “Falcon 9” da Europa.
Ele terá uma capacidade de elevação de até 1 tonelada métrica até a órbita baixa da Terra e será movido por um motor Prometheus de reuso, que é alimentado por metano e oxigênio líquido. Esse motor, que permanece nos estágios preliminares de desenvolvimento, tem um impulso comparável a um único motor Merlin 1D, que alimenta o foguete Falcon 9 da SpaceX – que, por sua vez, conta com nove deles, o que lhe dá mais de 15 vezes mais capacidade de elevação do que Maïa.
Segundo o Ars, há dois temas principais por trás do anúncio de Le Maire. Um é a notável rivalidade existente entre França, Alemanha e Itália pela supremacia dos lançamentos espaciais na Europa. O outro é uma tensão entre as empresas de lançamento apoiadas por governos estaduais e as empresas comerciais privadas iniciantes.
Entre para comentar.