Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Parece ficção, mas ficou mais barato mandar coisas ao espaço

Parece ficção, mas ficou mais barato mandar coisas ao espaço

Colocar uma carga em órbita ficou muito mais barato nas últimas décadas. Um novo estudo mostra que o valor por quilo lançado ao espaço caiu 96% desde 1960, e a redução pode continuar até 2040.

A pesquisa analisou milhares de lançamentos para entender como a evolução tecnológica, a entrada de empresas privadas e a reutilização de foguetes mudaram o mercado espacial.

O levantamento reuniu 4.405 lançamentos realizados entre 1960 e 2025, formando o maior banco de dados de foguetes já usado em uma pesquisa desse tipo. A análise incluiu mais de 330 configurações desenvolvidas por países como Estados Unidos, Rússia, China, Índia, Brasil e Japão.

A diferença em relação a estudos anteriores é que os pesquisadores não avaliaram apenas o preço dos foguetes. O cálculo também levou em conta a quantidade de carga transportada durante toda a vida útil dos veículos.

Segundo Francesco Nicoli, professor associado de economia política da Universidade Politécnica de Turim, na Itália, pesquisas anteriores “consideravam o custo dos foguetes, mas não quanto eles lançavam durante sua vida útil”, o que dificultava calcular o valor real para chegar ao espaço.

Com a nova metodologia, o estudo mostrou uma queda expressiva: o envio de 1 quilo para a órbita passou de US$ 87.023 (cerca de R$ 478,6 mil), em 1960, para US$ 3.868 (aproximadamente R$ 21,3 mil), em 2025.

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