
O uso excessivo do plástico tem sido um dos grandes causadores de problemas ambientais. Segundo pesquisadores Instituto Federal do Paraná (IFPR), o material foi encontrado no trato digestório de 70% das tainhas identificadas na região de preservação ambiental de Cananéia (SP).
O estudo analisou amostras de peixes coletadas em quatro momentos diferentes entre os anos de 2016 e 2018 no Complexo Estuarino Lagunar de Cananéia, um local de Mata Atlântica, no litoral sul de São Paulo. Apesar de ser uma área de preservação ambiental, a pesca é liberada em pontos específicos.
Segundo os pesquisadores, se os animais fossem consumidos, o material seria absorvido pelo organismo humano, gerando consequências à saúde ainda desconhecidas.
À primeira vista, podemos pensar que este plástico [presente nos peixes] não será negativo para os seres humanos, mas os plásticos trazem consigo produtos químicos, corantes, pesticidas e agrotóxicos.
Dos 57 peixes analisados, 40 apresentaram algum tipo de resíduo proveniente de plásticos junto ao conteúdo alimentar. Materiais como fios de nylon de diferentes cores e pequenos fragmentos de plástico azul foram observados no trato digestório desses animais.
O trabalho foi publicado na revista científica Biodiversidade Brasileira. As informações são da Agência Bori.
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