
Uma dupla de pesquisadores encontrou os pedaços de pele fossilizados mais antigos conhecidos. Os achados datam de um período anterior aos dinossauros e pertencia a algum réptil desconhecido.
A descoberta foi feita pelos paleontólogos amadores, Bill e Julie May, e é impressionante e rara. Isso porque a pele não fossiliza bem, exceto em condições perfeitas. Os pesquisadores acreditam que o lagarto caiu na caverna, e a combinação de baixa oxigenação, sedimentos de argila e óleo infiltrado fizeram com que sua pele fosse preservada.
Os animais teriam caído neste sistema de cavernas durante o início do Permiano e sido enterrados em sedimentos argilosos muito finos que atrasaram o processo de decomposição. Mas o mais importante é que este sistema de cavernas também foi um local ativo de infiltração de petróleo durante o Permiano, e as interações entre os hidrocarbonetos no petróleo e no alcatrão são provavelmente o que permitiu que esta pele fosse preservada.
Apesar disso, essa foi a única parte do animal que foi fossilizada, um pedaço de pele do tamanho de uma unha. Nenhum osso ou dente do animal foi preservado, impossibilitando que ele fosse identificado.
O pedaço de pele fossilizado, de acordo com os pesquisadores, pode ser associado à pele de um ornitorrinco, combinando características de diferentes espécies vivas atualmente. Ela possui uma superfície de pedregulho como a de crocodilos e seções articuladas como a de cobras e lagartos sem pernas.
Embora não seja possível identificar a espécie exata de réptil, Mooney aponta que a descoberta mostra quão antigos são os aspectos da pele dos répteis modernos, podendo “enriquecer a nossa compreensão e percepção destes animais pioneiros”.
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