Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de junho de 2022 · 2 min de leitura ·

Pequenos animais levam à descoberta de “ecossistema secreto” na Antártida

Pequenos animais levam à descoberta de “ecossistema secreto” na Antártida

Cientistas da Nova Zelândia estão bastante contentes com a descoberta “quase sem querer” do que vêm chamando de um “ecossistema secreto” observado por eles durante investigações climáticas na Antártida.

De acordo com canais como CNET e o jornal britânico The Guardian, a novidade veio durante uma investigação paralela: um time de climatologistas vinha estudando os efeitos do aquecimento global na zona de degelo antártico na Camada de Ross quando, de surpresa, perceberam pequenas criaturas parecidas com camarões dentro de uma rede de cavernas mergulhada no gelo.

Um time formado por cientistas das universidades de Wellington, Auckland e Otago, bem como o Instituto Nacional de Água e Atmosfera (Niwa) e o de Ciências Geológicas e Nucleares vinha investigando a área por meio do mergulho de sondas e câmeras em estuários na região antártica. Em um desses mergulhos, contudo, uma das câmeras despertou a curiosidade dos pequenos animais – chamados “anfípodes”. Daí para o tal “ecossistema secreto”, foi um caminho rápido.

“A princípio, pensamos que algo estava errado com a câmera, mas quando o foco se ajustou, nós vimos um enxame de anfípodes, cada um com não mais que 5 milímetros [mm] de tamanho”, disse Craig Stevens, do Niwa. “Fizemos experimentos similares em outras partes da camada de gelo e pensávamos que já tínhamos visto de tudo, mas desta vez, grandes surpresas foram despejadas em nós”.

O líder do projeto, Huw Horgan (Wellington), foi o primeiro a ver o estuário. De acordo com ele, já é um conhecimento relativamente antigo que existe uma rede de lagos de água doce escondidos nas camadas mais grossas de gelo em Ross, a região onde a pesquisa tomou lugar. Entretanto, essa foi a primeira vez que um time científico teve a oportunidade de fazer uma observação direta.

“Tirar amostras desse rio foi como ser o primeiro a entrar em um mundo perdido”, disse Horgan ao Guardian, ressaltando que amostras foram coletadas para estudar o ecossistema secreto.

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