
Acreditava-se que o monumento megalítico Rujm el-Hiri – também conhecido como a Roda dos Fantasmas – nas Colinas de Golã (Síria) tinha sido um observatório astronômico. Mas um estudo recente descartou a teoria popular. Agora, o propósito da estrutura, erguida há cerca de cinco mil anos, volta a ser um mistério.
Para quem não sabe: Colinas de Golã são uma meseta rochosa situada no sudoeste da Síria, a cerca de 60 quilômetros a sudoeste de Damasco, ocupando uma área de aproximadamente mil quilômetros quadrados, segundo a BBC.
O estudo, publicado na revista Remote Sensing no final de 2024, analisou movimentos tectônicos na região do Mar da Galileia, em Israel.
Descoberto em 1968, o Rujm el-Hiri é composto por um monte central cercado por múltiplos círculos concêntricos de pedras basálticas conectados por muros radiais. A estrutura tem circunferência de 500 metros e diâmetro de 150 metros. E sua função tem sido alvo de debate há décadas.
Teorias anteriores sugeriram que o monumento poderia ter sido uma fortaleza defensiva ou um local de sepultamento de alguma figura importante. No entanto, a ausência de artefatos dificulta a comprovação de qualquer hipótese.
Em 1998, um estudo apontou alinhamentos do Rujm el-Hiri com solstícios, equinócios e corpos celestes da Idade do Bronze. Isso embasou a teoria de que a estrutura teria funcionado como um observatório astronômico. E arqueólogos abraçaram essa ideia.
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