Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Pesquisa usa criptônio do manto da Terra para detalhar formação do planeta

Pesquisa usa criptônio do manto da Terra para detalhar formação do planeta

Uma pesquisa conduzida pela Universidade da Califórnia (Davis) vem desafiando um entendimento científico ao usar o criptônio do manto da Terra para levantar novas informações sobre a formação do nosso planeta.

O consenso dos especialistas é o de que elementos como carbono, água e nitrogênio chegaram no final do processo de formação da Terra. Entretanto, a coleta de criptônio feita em regiões como Islândia e Ilhas Galápagos indica o contrário – de que esses componentes chegaram bem no nosso começo.

O criptônio (“cripto”, em alguns campos) é composto por diferentes isótopos que funcionam como “impressões digitais químicas”, o que permite a cientistas coletar e analisar informações do material que veio e ainda vem em direção à Terra do restante do espaço, como os ventos solares e partículas de cometas e meteoritos.

O estudo, contudo, sugere que os planetesimais – corpos rochosos ou de gelo de entre 0,1 e 100 quilômetros de tamanho que supostamente se formaram no início do sistema solar – bombardearam a Terra bem cedo.

“Os nossos resultados exigem uma entrega simultânea de elementos voláteis de várias fontes de forma muito antecipada na formação da Terra”, disse Sandrine Péron, autora primária do estudo. Ela conduziu a pesquisa como um trabalho para o seu pós-doutorado junto do professor Sujoy Mukhopadhyay, do Departamento de Ciências Planetárias da universidade.

“Este estudo traz evidências sobre as fontes desses elementos e o timing do movimento de acreção da Terra, e isso vai ajudar pesquisadores a melhor compreender não só o nosso processo de formação, mas também o processo de outros planetas no sistema solar e estrelas próximas”, ela disse.

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