
Cientistas do Instituto Big Data, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, deram um grande passo para rastrear a totalidade das relações genéticas entre os seres humanos. Eles conseguiram mapear a maior árvore genealógica de que se tem notícia, em um estudo publicado nesta sexta-feira (25), na revista científica Science.
Nas duas últimas décadas, avanços extraordinários foram alcançados na pesquisa genética humana, possibilitando a identificação e o armazenamento de dados genômicos de centenas de milhares de indivíduos, incluindo pessoas pré-históricas.
Isso significa uma forte esperança de se traçar as origens da diversidade genética humana para produzir um mapa completo de como os indivíduos em todo o mundo estão relacionados uns com os outros.
Trabalhar uma maneira de combinar sequências de genomas de muitos bancos de dados diferentes e desenvolver algoritmos para lidar com tanta informação pareciam dois grandes desafios. No entanto, essa nova abordagem conseguiu, facilmente, combinar dados de múltiplas fontes e escalas para acomodar milhões de sequências de genomas.
Yan Wong, geneticista evolucionário do Big Data, é um dos principais autores do estudo. “Basicamente construímos uma enorme árvore genealógica, uma genealogia para toda a humanidade, que modela exatamente a história que gerou toda a variação genética que encontramos em humanos hoje”, diz ele. “Essa genealogia nos permite ver como a sequência genética de cada pessoa se relaciona com todas as outras, ao longo de todos os pontos do genoma”.
Uma vez que regiões genômicas individuais são herdadas apenas de um dos genitores, seja da mãe ou do pai, a ancestralidade de cada ponto no genoma pode ser considerada como uma árvore. O conjunto de árvores, conhecido como “sequência de árvores” ou “gráfico de recombinação ancestral”, liga regiões genéticas de volta ao tempo a ancestrais onde a variação genética apareceu pela primeira vez.
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